PARTICIPAÇÃO NA APPLE EDUCATION LEADERSHIP SUMMIT

PARTICIPAÇÃO NA APPLE EDUCATION LEADERSHIP SUMMIT

Conferência em Londres

O Colégio de Lamas foi convidado pela Apple Portugal para participar na Apple Education Leadership Summit, que se realizou em Londres, no dia 22 de janeiro. A representação portuguesa foi composta pelo Colégio de Lamas, pelo Colégio dos Carvalhos (convidado à última hora para substituir o IST), pelo Colégio Militar e pelo Colégio Monte Maior.

O evento, cujo tema para este ano foi «Ignite Creativity», constituiu uma oportunidade de os intervenientes interagirem e explorarem ideias relacionadas com a inovação na área da educação. Esta foi a primeira vez que uma comitiva de escolas portugueses teve o privilégio de observar diretamente o que intuições de ensino de vinte países da Europa, da África do Sul, da Índia e do Médio Oriente se encontram a fazer no sentido de transformar a  educação  a uma escala global,  abrindo mentes e criando oportunidades para milhares de estudantes em todo o mundo.

A Apple, através dos seus representantes em Portugal, convidou o Colégio a descobrir como a tecnologia está a ajudar os professores a impulsionar a criatividade em cada criança. Num mundo cada vez mais digital, o pensamento criativo acaba por incitar um mais profundo envolvimento dos alunos, ajudando-os a desenvolver as competências da comunicação, da colaboração e de resolução de problemas.

Nos dias em que estivemos em Londres, no convívio com os nossos companheiros de viagem, pudemos perceber que as outras instituições de ensino portuguesas, consequência de algum receio e de alguma insegurança, ainda estão a dar os primeiros passos na utilização da tecnologia em contexto escolar. Ao contrário delas, recusando o conformismo e olhando para o futuro, o Colégio, nos últimos anos, investiu imenso em infraestruturas e em recursos que contribuem para que os seus alunos já estejam preparados para enfrentar os desafios da evolução tecnológica.

Em relação ao evento, constituiu uma agradável surpresa perceber, logo no início do primeiro dia, que o convite não havia sido feito aos participantes com intuitos comerciais. Aliás, para o confirmar, não havia nenhum espaço onde se pudesse adquirir qualquer produto Apple. Não nos tentaram convencer que o produto deles era o melhor. Tentaram, ao invés, explicar-nos o porquê de, efetivamente, ele ser o melhor.

Segundo a Apple, o iPad não é apenas um tablet. É um dispositivo que permite a utilização da tecnologia em sala de aula de forma acessível, segura e inclusiva. Aliás, de origem, o iPad vem equipado com imensas características para ajudar crianças que manifestem necessidades educativas especiais, especialmente ao nível da visão e da audição.

Assim sendo, mais uma vez ficou claro que o objetivo deste evento era permitir a partilha de experiências e demonstrar que, com recurso à tecnologia, todos podem criar (everyone can create) e todos podem programar (everyone can code). Seguindo precisamente a ideia de que «todos podem criar», fomos convidados a experimentar a app GarageBand, que permite a qualquer utilizador compor música como um profissional.

Concluída a demonstração das capacidades quase inesgotáveis desta ferramenta, dirigimo-nos aos workshops para os quais nos tínhamos previamente inscrito. No meu caso, o workshop permitiu certificar-me de que o Colégio tinha feito a aposta correta na forma de desenvolver a programação com os mais pequenos: as apps que utilizamos eram as recomendadas pela Apple.

De tarde, o workshop sobre gestão de escolas foi muito interessante, pois pudemos perceber que visão da Apple para as escolas assenta em três pilares fundamentais: a aprendizagem (alunos), o ensino (professores) e o ambiente (escola). Foi referido insistentemente que a tecnologia, apesar de não fazer o professor, não deixa de ser um meio poderoso ao seu serviço. A esse propósito, um diretor de uma escola primária holandesa afirmou que todos os alunos, quando chegam, trazem um fogo dentro deles que tende a desaparecer ao longo dos anos, cabendo, por isso, à escola o papel de tornar a aprendizagem pessoal e significativa, de preferência com a auxílio dos iPads. No entanto, na sua opinião, sem o empenho, o conhecimento e a paixão dos professores, não é possível proceder a qualquer transformação no domínio da educação.

De volta ao grande auditório para a sessão de encerramento, ouvimos novos relatos de como escolas da Inglaterra, da Holanda e da Espanha transformaram o ensino e a educação. Em todos estes relatos era comum a promoção do autoconhecimento em ambientes educativos informais, com alunos a explorarem diferentes conteúdos em qualquer espaço da escola.

Em resumo, a experiência não poderia ter sido mais enriquecedora e desafiante, porque nos desassossegou e nos fez pensar ainda mais no que queremos para a nossa escola no que concerne à integração da tecnologia nas práticas de aprendizagem.

Professora Maria José Oliveira



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